A UNESCO e suas formulações para a educação: o ensino de ciências em debate

Rodrigo Cerqueira do Nascimento Borba (PPGE/UFRJ); Maria Carolina Pires de Andrade (FE-IB/UFRJ); Alessandra Gonçalves Soares (IB/UFRJ); Cláudia Lino Piccinini (FE/UFRJ)

Resumo: Analisamos a participação de organismo internacional de grande influência econômica, como agente da elaboração e legitimação das políticas que orientam a educação de países periféricos. Diante do cenário de disputas ideológicas, investigamos três documentos da UNESCO que tratam da Educação e do Ensino de Ciências no Brasil, buscando, com nossa pesquisa, indicar as ideias centrais dessa agência para a formação da classe trabalhadora e problematizar possíveis consequências para a educação científica no país. Além disso, também refletimos sobre a noção de educação veiculada nos documentos em pauta, bem como discutimos as implicações que essas percepções podem acarretar se apropriadas pelo campo do Ensino de Ciências da forma como estão prescritas. Concluímos que a relação público-privado na educação brasileira é historicamente controversa e problemática para a emancipação da classe trabalhadora, insistindo em uma formação ora centrando em conceitos difusos, como qualidade, ora reeditando o paradigma tecnicista.

Palavras chave: EPT, relação público-privado, formação de professores.

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