Sobre a Pesquisa

Este grupo de trabalho se dedica a estudar a nova configuração da Educação no Brasil a partir da caracterização de uma mercantilização de novo tipo aberta com a reforma do Estado potencializada pela hipertrofia do capital financeiro.

Financeirização da educação

Este grupo de trabalho se dedica a estudar a nova configuração da Educação no Brasil a partir da caracterização de uma mercantilização de novo tipo aberta com a reforma do Estado potencializada pela hipertrofia do capital financeiro. A concentração de fortunas nas mãos de poucos provoca um excesso de dinheiro em busca de ativos reais, por meio de fundos de investimentos compostos por bilionários, por fundos de pensão, por bancos e por outras organizações financeiras. Desde meados da primeira década do presente século tais fundos têm adquirido um extraordinário número de instituições educacionais, constituindo grandes grupos econômicos, conformando monopólios na educação superior, grupos editoriais, cursos de idiomas etc. As pesquisas confirmam que os fundos de investimentos requerem permanente (e crescente) recursos do fundo público, por meio de políticas justificadas por seu caráter democratizador e inclusivo, como o PROUNI e FIES para a ensino superior e o PRONATEC na formação profissional. As demandas de acumulação, lideradas pelos setores financeiros, chegam às universidades públicas, formando grandes coalizões de universidades. Ademais, buscam influir nas pesquisas, por meio de parcerias público-privadas,objetivando a realização de um novo padrão de pesquisa no interior dos programas.

As pesquisas do subgrupo abarcam o ensino superior (graduação e pós-graduação) público e privado, políticas de formação profissional e de educação básica – apostilamento, concentração de grupos empresariais, atuação na reorganização das escolas -, em prol do capital.

Principais categorias de análise: Capital portador de juros/ capital fictício;  Financeirização; Fundo Público; Lei geral da acumulação do capital (MARX); capitalismo dependente e heteronomia (FLORESTAN FERNANDES);imperialismo; campo científico (PIERRE BOURDIEU); os intelectuais e a cultura e Estado Ampliado (GRAMSCI); Bloco no poder (POULANTZAS).

Pesquisas atuais: Controle da educação superior privada pelos fundos de investimentos: uma mercantilização de novo tipo; Os mestrados profissionais em educação: uma nova arena em formação; Política de fomento à pesquisa a partir da criação do MCT e os novos nexos entre o público e o privado; Cooperação técnica internacional Sul-Sul: um estudo sobre a cooperação Brasil-Moçambique na formação profissional rural e o capital imperialismo.

Coordenação

Roberto Leher (Professor FE/UFRJ)

Integrantes

Caio Leonel (Graduando Ciências Sociais/UFRJ)
Giovane Ramos (Doutora em Educação/USP)
Inny Accioly (Doutoranda PPGE/UFRJ)
Lucas Augusto Gabrielli (Graduando Geografia/UFRJ)
Luciane Nascimento (Doutoranda PPGE/UFRJ)
Pedro Tavares (Doutorando PPGE/UFRJ)
Simone Silva (Doutoranda PPGE/UFRJ)