Sobre a Pesquisa

O Empresariamento da educação pública pesquisa e estuda os encaminhamentos de políticas públicas de educação brasileira.

Empresariamento da educação pública

Pesquisa e estuda os encaminhamentos de políticas públicas de educação brasileira, tendo em vista: i) o processo histórico de hegemonia e ajuste da concepção econômica de educação, conforme conjuntura político-econômica e expressa pelas ideologias do desenvolvimento econômico, do capital humano e social; ii) os traços estruturais da sociedade brasileira, de tipo capitalismo dependente; iii) as forças sociais internas e externas (organismos internacionais: Banco Mundial, Unesco, OCDE e Cepal, principalmente); iv) as atuações dos empresários organizados nos âmbitos da sociedade civil e da aparelhagem estatal, nas várias instâncias federativas, e implicações na educação pública e no trabalho docente; v) relação entre educação e “questão social” e parcerias público-privadas.

Na análise de conjuntura, buscamos identificar como a classe dominante e suas respectivas frações vêm operando na educação básica pública em três momentos da dinâmica de correlação de forças: i) econômico-corporativo – na formação do “exército industrial de reserva” (EIR) e na mercantilização da educação, inclusive a disputa pelos recursos públicos; ii) político-estatal: disputando os encaminhamentos de políticas públicas de educação, articulando desenvolvimento econômico e administração da “questão social”; iii) ético-político: se organizando como classe para construir sua hegemonia (direção política e ideológica) nas redes públicas de ensino.

Principais categorias de análise: Trabalho-educação; Estado ampliado, estado educador, intelectuais e aparelhos ‘privados’ de hegemonia, bloco histórico e hegemonia (Gramsci); bloco no poder (Poulantzas); lei geral de acumulação do capital – EIR (Marx); capitalismo dependente (Fernandes); “questão social”.

Pesquisas atuais: A atuação do empresariado na educação fluminense, no tocante: à Gestão Integrada da Escola (GIDE), os programas Dupla Escola e Solução Educacional na rede estadual de ensino, retomando as bases da “qualidade total” e do capital social; implicações da precarização e da reconfiguração do trabalho docente; resistências subjetivas dos professores e coletivas dos movimentos sociais e sindicais: SEPE, GEP e MST; à concepção de “arranjos de desenvolvimento da educação” (ADEs) como regime de colaboração horizontal e inserida no debate sobre Sistema Nacional de Educação; ADEs e suas configurações em “arranjos produtivos locais”, sob a direção intelectual e moral de grandes empresas e respectivos braços sociais.

Coordenação

Vânia Motta (Professora FE/PPGE-UFRJ)
Bruno Gawryszewski (Professor FE/UFRJ)

Integrantes

Alessandra Coe da Costa (Graduada Geografia/UFRJ)
Amanda Moreira da Silva (Doutoranda PPGE/UFRJ)
Camila P. Kipper Putzke (Mestranda PPGE/UFRJ)
David Santos Pereira Chaves (Doutorando PPGE/UFRJ)
Emanoel Borges Candal (Mestrando PPGE/UFRJ)
Fernanda Nogueira Lavouras (Graduanda Pedagogia/UFRJ)
Guilherme de Souza Marques (Graduado Educação Física/UFRJ)
Juliana Argollo Silva (Doutoranda PPGE/UFRJ)
Marco Vinícius Moreira Lamarão (Doutorando PPGE/UFRJ)
Maria Carolina Pires de Andrade (Mestranda PPGE/UFRJ)
Mariana de Lima Nery (Graduanda Pedagogia/UFRJ)
Nívea Silva Vieira (Doutoranda PPGE/UFRJ)
Rebeca Martins de Souza (Mestra em Educação PPGE/UFRJ)