Ensino superior e Serviço Social brasileiro: análise dos cursos de Serviço Social na modalidade de educação à distância


GT DO COLEMARX: Empresariamento da educação pública

COORDENAÇÃO:

Larissa Dahmer Pereira (Pós-Doutoranda na FE/UFRJ e docente da ESS/UFF) – larissadahmer@hotmail.com

EQUIPE:

Andrea Vianna (Mestranda do PPG em Serviço Social e Desenvolvimento Regional/UFF)

RESUMO: O perfil da política educacional brasileira, a partir dos anos 1990 e principalmente no pós-2000, vem delineando-se de forma cada vez mais mercantilizada, especialmente no nível superior de ensino. A partir do governo Cardoso e também nos governos Lula e Dilma, o ensino a distância (EAD) constituiu-se como uma via privilegiada para ampliar o acesso ao ensino superior sem aumentar gastos estatais de forma considerável, elevar as estatísticas do país e, ainda, fortalecer o mercado educacional. Tudo indica que o EAD será fortalecido na próxima década, ampliando exponencialmente o acesso ao ensino superior. Se há possibilidade efetiva de ampliação do acesso, o que se configura como uma demanda legítima -, questiona-se, contudo, o perfil de profissional que irá se formar em tal modalidade de ensino, dada a ausência de participação na vida acadêmica, em projetos de pesquisa e extensão e em movimentos sociais. No âmbito do Serviço Social, esta modalidade de ensino surge após o 2º governo Lula, sendo ainda uma “novidade” na área e as repercussões tanto no âmbito do trabalho docente quanto no que se refere à qualidade da formação e ao perfil de profissional formado ainda são pouco conhecidas. Face à configuração da política educacional brasileira, com o crescimento da modalidade de EAD, o projeto de pesquisa ora apresentado busca aprofundar o conhecimento sobre a formação em Serviço Social na referida modalidade, focando na análise dos perfis docentes/tutoriais e nas propostas curriculares.

FINANCIAMENTO: FAPERJ

PREVISÃO DE CONCLUSÃO: Em andamento.