O ensino de Ciências da Natureza nas versões da Base Nacional Comum Curricular, mudanças, disputas e ofensiva liberal-conservadora

Cláudia Lino Piccinini e Maria Carolina Pires de Andrade

Resumo: Analisamos a Base Nacional Comum Curricular como política de Estado, a participação privilegiada da associação de grupos empresariais brasileiros – Movimento Pela Base -, o cenário de crise política e sua influência no processo de formulação da BNCC. Tomada como um “objeto vivo”, a Base foi compreendida em seu movimento histórico de disputas, o que nos levou ao objetivo central deste trabalho, de estabelecer o quadro geral de mudanças na disciplina Ciências da Natureza nas quatro versões do documento. Partimos de algumas
hipóteses que se concretizaram: não houve renovação/inovação na área; prevalece o conservadorismo pari passu ao processo de vinculação da educação, em geral, e da educação científica, em particular; aos interesses de associações monopolistas voltadas a educação.

Palavras-chave: monopólios na educação, escola do Estado, conservadorismo, Ciências da Natureza.

Disponível em http://sbenbio.journals.com.br/index.php/sbenbio/article/view/124/32