Universidade Pública, o desenvolvimento de C&T e o setor privado

Simone Silva (PPGE-UFRJ)

Resumo: Ao investigar uma sociedade, em qualquer etapa de seu desenvolvimento histórico, deve-se começar pela análise de seu modo de produção, verificando como os seres humanos transformam a natureza por meio do trabalho, como acontece a sua organização, considerando as formas de propriedade dos meios de produção, sua base tecnológica e a apropriação dos produtos desse trabalho. O desenvolvimento de tecnologias é decisivo para o capitalismo. Por meio dele é possível a sofisticação de maquinarias, possibilitando condições objetivas, sem comprometer os lucros da burguesia, para que os trabalhadores conquistem a redução da jornada de trabalho. É um momento especial para o sistema capitalista, pois produz a subordinação real do trabalho ao capital, abrindo fronteiras para a exploração por meio do mais valor relativo. Decerto, burguesias detentoras de novas tecnologias podem se manter no topo da estrutura de dominação, por terem melhores condições na produção e circulação de mercadorias. No Brasil, o plano das frações burguesas não pretendia um projeto autopropelido de nação, o que levou a uma relação de dependência frente às frações burguesas hegemônicas. Assim, as universidades públicas foram instadas a serem o esteio do desenvolvimento de novas tecnologias e a disseminar teorias desenvolvimentistas apregoadas pelas burguesias dos países centrais, não sem reação. A pós-graduação das universidades públicas cumpre papel decisivo no desenvolvimento de novas tecnologias. No entanto, vale acompanhar a sua consolidação e expansão, buscando perceber o papel da produção de ciência e tecnologia na melhoria das condições da vida humana e no atendimento dos desejos dos mercados.

Palavras-chave: Desenvolvimento; Universidades Públicas; Autonomia.

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