Crises capitalistas e conjuntura de contrarreformas: qual o lugar do ensino médio?

Bruno Gawryszewski (UFRJ)

Resumo: Este trabalho discute a chamada reforma do Ensino Médio na atual conjuntura histórica de execução de contrarreformas como mecanismo de adiamento ou reversão das crises capitalistas. Para atingir tal intento, o aporte teórico da análise foi a “Lei Geral da
Acumulação Capitalista”, desenvolvida por Karl Marx, acerca dos fundamentos das crises do modo de produção capitalista. A análise foi contextualizada para o Brasil contemporâneo em que tem se implementado uma série de medidas estruturais sob o discurso de reinserir
competitivamente a economia brasileira no cenário global. Um dos componentes para essa recomposição capitalista ser bem-sucedida é a formação da força de trabalho de nível médio. A conclusão é que os sentidos para o Ensino Médio defendidos pelas frações burguesas
e seus intelectuais orgânicos apontam para a formação de um trabalhador flexível, com base em competências e dotado de subjetividade conformada à intensificação da precarização do trabalho e do desemprego estrutural.
Palavras-chave: Crises Capitalistas. Contrarreformas. Ensino Médio.

Disponível em https://bell.unochapeco.edu.br/revistas/index.php/pedagogica/article/view/4024/2331