O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro: quem educa a classe trabalhadora?

Marco Lamarão (PPGE-UFRJ)

Resumo: O presente trabalho analisa as estratégias educacionais levadas a cabo pelo empresariado brasileiro e local na formação da força de trabalho destinada ao COMPERJ – Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, em especial, através do seu Centro de Integração. Utilizando-nos de categorias e conceitos como Exército Industrial de Reserva, Formação para o Trabalho Simples e Complexo e Estado Ampliado busca-se apreender os mecanismos forjados para que o empresariado ocupe o papel de educador da classe trabalhadora, utilizando-se para isso, inclusive, de vastos recursos públicos, como aqueles destinados ao PROMINP (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) e, no caso específico, gerenciados pela própria Petrobrás e pelos sindicatos patronais (Sistema S- SESI, SENAI, SESC, etc.) na formação da classe trabalhadora local. Para tanto, foi utilizado da analise documental, de analise dos dados referentes ao RAIS (Relação Anual de Informação Social) do Ministério do Trabalho, bem como de levantamento bibliográfico sobre o tema em questão. Percebe-se, ao longo da pesquisa, um contínuo esforço coordenado por distintos setores para que o empresariado assuma o papel de responsável por esta formação, promovendo, desta forma, uma privatização da educação tanto ideológica (empreendedorismo, empregabilidade, sustentabilidade e outros princípios oriundos do (neo)liberalismo) quanto em recursos públicos.

Palavras-chaves: Privatização da educação – COMPERJ- Educação Profissional.

Disponível em http://www.niepmarx.blog.br/MM2017/anais2017/MC30/mc303.pdf