ASPECTOS PEDAGÓGICOS DA COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL SUL-SUL: um estudo sobre a cooperação brasil-moçambique na formação profissional rural


GT DO COLEMARX: Financeirização

AUTORIA: Inny Acciolyinnyaccioly@gmail.com
Orientação: Roberto Leher

RESUMO:
O processo de “internacionalização” de empresas brasileiras em direção a países africanos vem sendo acompanhado de novas estratégias de formação profissional no exterior por parte de organizações empresariais brasileiras (como SENAI, SENAR) e por empresas públicas, como a EMBRAPA, iniciativas que possivelmente estão servindo de modelo para a estruturação de centros de formação profissional em países africanos (BANCO MUNDIAL; IPEA, 2011).

A formação profissional, por incidir na constituição do que o capital denomina de força de trabalho é, na sociedade capitalista, um campo que não pode ser desvinculado da correlação de forças entre as classes fundamentais e suas frações de classes na disputa de “projetos hegemônicos voltados ao capital e projetos outros de educação do trabalhador como resistência ao modo de produção de vida existente” (PEREIRA, 2012, p.288).

Desta maneira, a “formação profissional rural” difunde saberes, valores e modos de agir no mundo do trabalho que, no caso da agricultura, expressa tensões e contradições, entre, de um lado, formas de uso comum da terra e a agricultura comunitária e camponesa e, de outro, a organização capitalista da agricultura cuja principal expressão é o agronegócio.

A problemática de pesquisa examina a expressão atual do capital-imperialismo, particularizando a expansão de corporações brasileiras operadas majoritariamente por frações burguesas locais, seus nexos com as organizações empresariais e com o Estado, e as concepções de educação difundidas por meio das instituições técnico-científicas brasileiras e por organizações empresariais quando estas atuam no exterior.